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Verbas para atendimentos excedentes, via SUS, não são suficientes para cobrir despesas

 

O diretor-presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo, Edson Rogatti, esteve na Santa Casa de Jahu nesta terça feira (04/09) e afirmou que vai levar ao Ministério da Saúde uma reivindicação. Segundo Rogatti, que também está à frente da entidade em nível nacional, a Santa Casa de Jahu atende pacientes através do Sistema Único de Saúde muito acima dos 60 por cento exigidos pelo governo federal. O presidente da FEHOSP e CMB lembrou que a tabela usada pelo governo para o repasse está defasada há mais de 10 anos, obrigando o hospital a buscar recursos em campanhas e ficar na dependência de emendas parlamentares.

 

Rogatti ressaltou que a Santa Casa, diferente de outros hospitais, atende em diversas especialidades, inclusive de média e alta complexidades, como procedimentos cardíacos e neurológicos, e destacou que são serviços prestados com qualidade e eficiência, para uma região com mais de 350 mil habitantes. Um dos motivos que provocaram o aumento no atendimento gratuito nos últimos anos, segundo Edson Rogatti, foi a desistência de muitas pessoas de seus planos de saúde, sobrecarregando o sistema público.

 

A conclusão final do presidente da federação estadual é que a Santa Casa de Jahu trabalha com ótima gestão para suprir grande parte do atendimento de competência dos governos federal, estadual e municipal, e que mesmo assim tem dado assistência aos pacientes através de sua diretoria, corpo clínico e técnicos especializados, investimentos em tecnologia, e a promoção de um atendimento humanizado.

 

A FEHOSP tem cerca de 320 associados e mais de 400 Santas Casas no estado de São Paulo. Um dos trabalhos da Federação é buscar ferramentas para cobrir os déficits das entidades que trabalham em caráter beneficente.

 

 

 

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