História

No início do século 19, Jaú foi considerado um dos municípios mais prósperos do Estado de São Paulo com a derrubada da mata e o plantio do café. O ouro verde transformou em riquezas suas terras produtivas, permitindo um progresso inusitado, com a instalação do primeiro banco, da companhia de energia elétrica, da linha férrea e do serviço telefônico. A população aumentou consideravelmente e, nesse crescimento frenético da economia, faltava um lugar para o atendimento à saúde dos moradores, principalmente dos menos favorecidos.

Era 9 de julho de 1893, quando, em uma reunião na casa do Capitão Alberto Gomes Barbosa, foi discutida a questão da construção de uma casa de caridade, cujo terreno seria doado pela senhora Fabiana Pereira de Jesus. Os participantes do encontro, liderados pelo padre Antônio Pires Guerreiro, concordaram com a ideia de edificar um hospital e, a partir daí, foi constituída a Irmandade de Misericórdia do Jahu e eleita a diretoria e o primeiro provedor da entidade, o médico Augusto de Souza Marques.

Ele estabeleceu e demonstrou aos seus diretores o ensejo de realizar o início das obras do prédio da Santa Casa de Jahu. Essa missão da Irmandade, mantenedora da Santa Casa, ficou registrada na história daqueles que contribuíram de todas as formas para que ela se tornasse a maior obra de caráter filantrópico de Jaú.

O valor desse trabalho, da solidariedade e das contribuições dos milhares de jauenses, pessoas conhecidas ou anônimas, irmãos, médicos, funcionários, irmãs religiosas do Sagrado Coração de Jesus, voluntários, autoridades, políticos e colaboradores permitiram manter acesa essa chama à posteridade.

A partir daí, a Santa Casa de Jaú cresceu, se desenvolveu, se modernizou e é centro de referência para 11 cidades da região. Ela continua na sua missão de caridade, atendendo pelo Sistema Único de Saúde, e sendo orgulho da população jauense. A Irmandade de Misericórdia do Jahu foi fundada em 1893, no dia 9 de julho, e a Santa Casa de Jahu, em 1906, no dia 27 de maio.